11.12.05

Re[corte]Cultural - Vida inteligente na TV

Há alguns dias, venho comentando sobre o programa Re[corte]Cultural da TV Educativa (TVE Brasil) exibido, aqui em BH, pela Rede Minas. Originalmente, vai ao ar na TV Educativa em horário Nobre (20:30) e tem reprise à Meia-Noite – horário transmitido pela Rede Minas.

Ok! Mas o que tem de diferente no Re[corte]Cultural? Tudo!

Primeiro, o programa não tem o propósito de um discurso politicamente correto e no entanto o faz de maneira informal e improvisada sem ser boçal ou efêmero. O apresentador Michel Melamed faz isso muito bem sem se render a modismos e banalidades.

A idéia do programa é falar de cultura com irreverência. “A idéia era fazer uma revista às avessas, isto é, enquanto as revistas tradicionalmente se dedicam a lançamentos, estréias e vernissagens, a gente se dedica, ao contrário, à gênese da obra”, diz Michel a uma matéria para o portal Terra.

Re[corte]Cultural tem três quadros:

Debatedeira – O apresentador recebe um convidado no estúdio do programa. Esqueça o convidado sentado diante de Michel, pois a informalidade toma conta, sem subestimar o conteúdo, permitindo que entrevistado e entrevistador travem uma conversa que não se caracteriza pelo ping-pong estilo Marília Gabriela. Quem dita o ritmo da conversa é a própria conversa. Logo, os protagonistas do quadro andam pelo cenário sem direção guiados, apenas, por uma boa conversa, podendo até, entrevistado virar entrevistador...

Residência: Michel vai a casa de um entrevistado. Vi uma entrevista com Marcelo Yuka, onde, permeado pela informalidade, Michel conversava com um dos produtores de Yuka, na porta, aguardando sua vez. Mesmo nessas horas o assunto é o mesmo: cultura.

Café Expresso: Neste último, Michel encontra seu entrevistado num café ou livraria para falar de cultura (não poderia ser diferente). Esta semana o entrevistado do Café Expresso foi Zeca Baleiro que fez uma observações bacanas quando falou de músicas que chamamos de lixo.

[onde estão os gênios?]
Nessa conversa com Zeca Baleiro, me chamou a atenção uma observação que Baleiro fez: “ É fácil elogiar os gênios de quarenta anos atrás, mas temos gênios espalhados por aí hoje.” Michel, não perdeu tempo e perguntou: “Quais são os gênios de hoje?” Sem pensar duas vezes, Baleiro respondeu aos risos: “Não vou dar esse mole!!”. Como é difícil dizer que admiramos alguém, não?

Um elemento que difere o Re[corte]Cultural de outros programas se dá no modo como os quadros são exibidos. Não é o estilo Jô Soares – três blocos, três entrevistados durante quinze a vinte minutos. No Re[corte]cultural, que tem duração de trinta minutos, os três quadros são exibidos de forma fragmentada (no formato e não no conteúdo) e numa miscelânea sem igual dando ao programa uma forma não-linear. Tem-se a impressão que estamos zapeando pelo programa.

A ordem de exibição, segundo o apresentador, não é aleatória e tem uma narrativa lógica, apesar da mistura fragmentada.

Michel Melamed diz que a única certeza é que o essencial do programa é estar sempre em movimento. "O conceito de performace fala que a bora de arte está sendo criada no momento em que ela é apresentada. E a gente trata o programa como arte: sempre em construção"

Não linearidade, espontaneidade, conteúdo: esses três fatores talvez impliquem na não veiculação de programas deste tipo na TV comercial.

Eu, se fosse Gugu, Luciano Huck, João Kleber, Luciana Gimenez, Faustão e Cia, ao ver programas como Re[corte]cultural, pediria para nascer de novo ou me "matava".

Abre aspas, fecha aspas

Bacana também no Re[corte]cultural é que as celebridades do Vídeo Show e do TV Fama, marcam presença por lá, porém, a conversa é outra: Camila Pitanga, por exemplo, falou de seu projeto final do curso de cinema que está terminando... você já ouviu algo sobre nos programas citados acima.

Com base nisso, cito uma frase do jornalista Fausto Wolf no Re[corte]cultural:
“A massa consome porcaria porque oferecem porcaria, se oferecessem algo sério, certamente a resposta seria séria”
Mais ou menos neste viés, Marcelo Tas manda:
“O público quer qualidade, sim. Nosso povo não é careta, é inquieto. Ele vive uma realidade tão absurda que ele quer sair fora disso.”

...

To ficando louco, ou no mínimo surdo!

E viva a subjetividade!!

Bom, nada como um espaço numa grande publicação para destilar o veneno.
Laurindo Lalo Leal Filho – sociólogo, jornalista e professor da Escola de Comunicação e Artes da USP, publicou uma crônica na Revista Carta Capital que deu o que falar.
Ele e outros professores visitaram a redação do Jornal Nacional. Durante a visita matinal, acompanharam uma reunião de pauta do famigerado Jornal. William Bonner, editor chefe do Jornal Nacional conduziu a reunião que decidira o que ia ao ar naquele dia. Antes porém, Bonner, comentou com os visitantes sobre uma pesquisa e se referiu ao público médio espectador do Jornal Nacional como Homer Simpson.
Eis que surge a subjetividade que gerou toda a confusão: Para o professor, Homer Simpson é preguiçoso, burro e passa o tempo no sofá, comendo rosquinhas e bebendo cerveja (aff).
Diante dessa interpretação, e munido da sensação de amar odiar a Rede Globo, a história deu o que falar.
William Bonner, no entanto, enviou uma mensagem ao site Blue Bus em resposta:
“Em palestras que ministro a estudantes que nos visitam todas as semanas, faço o mesmo. Nestas ocasioes, sempre abordo, por exemplo, a necessidade de sermos rigorosamente claros no que escrevemos para o público. Brasileiros de todos os níveis sociais, dos mais diferentes graus de escolaridade. E o didatismo que buscamos para o público de menor escolaridade nao deve aborrecer os que estudaram mais. Neste desafio, como exemplo do que seria o público médio nessa gama imensa, às vezes cito o personagem Lineu, de A Grande Família. Às vezes, Homer, de Os Simpsons. Nos dois casos, refiro-me a pais de família, trabalhadores, protetores, conservadores, sem curso superior, que assistem à TV depois da jornada de trabalho. No fim do dia, cansados, querem se informar sobre os fatos mais relevantes do dia de maneira clara e objetiva. Este é o Homer de que falo.
Mas o Professor Laurindo tem uma visao diferente de Homer. Em vez do trabalhador (numa usina nuclear), o acadêmico o vê como um preguiçoso. Em vez do chefe de família, o Professor Laurindo o vê como um comedor de biscoitos. Esta imagem nao é a que tenho, nao é a disponível, num texto bem-humorado, no site oficial da série Os Simpsons, que faz graça do personagem, mas registra que Homer é 'um marido devotado e que, apesar de poucas fraquezas, ama a sua família e é capaz de tudo para provar isso, mesmo que isso signifique se fazer passar por tolo'...".

Muito bem. Na minha opinião, damos mais poder à rede Globo do que ela realmente tem. Amamos odiá-la.
Mais curioso nessa história toda, é que Homer Simpson é querido por muitos brasileiros e, o ato de cortar ou colocar uma matéria num jornal é inerente a qualquer Editor de Jornal seja onde for. O questionamento se dá, talvez, por não concordarmos com o que de fato é relevante. Mas isso é extremamente subjetivo, o que é relevante para o Editor chefe do JN pode não ser para mim. Será que se o mesmo acontecesse com o editor chefe do Jornal da Record teríamos a mesma repercussão?

Jô Soares, do céu ao inferno

Bom, Jô Soares, que tem um dos programas mais bacanas da TV aberta na minha opinião, tem pecado.. Jô entrevistou um coveiro graduando em Filosofia - muito legal a entrevista.
Mas pelo visto, a babação de ovo da Rede Globo com o Corinthians contaminou o gordo
Diante de Washington Olivetto, dono da W/Brasil, uma das agências de Publicidade mais conhecidas, falou durante 16 minutos do Corinthians realizando, na minha opinião, a pior entrevista dos vários anos que acompanho o Jô – desde os tempos de Jô Soares Onze e Meia no SBT.
O problema não é do que Olivetto falou na entrevista, mas sim, do que poderia ter falado, ou seja, Jô não tem tirado o melhor de seus entrevistados. Temos a sensação de que as entrevistas poderiam ser melhor.
Portanto, Jô vai do céu ao inferno, uma entrevista bacana e um lixo de entrevista. Bem que poderia ocupar o sofá do convidado com quem tem algo bacana, ou até mesmo engraçado pra dizer e não tornar o sofá do programa o sofá de sua casa, pra receber amigos e falar de assuntos que, para nós telespectadores não tem a menor graça.

Ponto negativo para Jô Soares.

4.12.05

199 palavras que passam pela cabeça...

Como seria se ficássemos dois minutos sem pensar absolutamente nada?
Não sei, aliás, ultimamente eu não ando sabendo de nada. O tempo, consumido pelo trabalho e pelos estudos tem me tornado um semi-ignorante em muitos assuntos. Para muitos, é o absurdo consumado: estudante de comunicação ignorante em muitos assuntos! Não tenho a obrigação de saber tudo, aliás, ninguém tem. Mas ando pecando em muitos aspectos. Não por opção e sim por circunstância. Daí a necessidade da mudança. Mas como mudar, quando se está de pés e mãos atadas, ou pelos menos, se sente assim.
Difícil não saber o que se passa com as pessoas que estão do seu lado;
Não ter tempo pra uma simples conversa. Talvez, parte disso seja realmente culpa minha, e utilizo a desculpa do tempo curto... talvez não.

Outro dia, acordei pensando em quais aulas teria naquele dia: bobagem minha, estou de férias.
A cabeça, ao que parece, não entrou de férias ainda.

Dois meses ou sessenta dias: será tempo suficiente para colocar os pingos nos is? O fato é que, serão necessários muito mais que dois meses para saber se tudo isso vale a pena... torço e faço de tudo para que sim...

Cansado.

1.12.05

Será a sujeira saindo do tapete alvi-negro?

Ainda sobre o Galo...

Três notícias publicadas na Folha de São Paulo desta terça-feira.

1.
Promotoria mira relação de Atlético-MG com bancos

RODRIGO MATTOSENVIADO ESPECIAL A BELO HORIZONTE

Na rota da queda, clube pegou dinheiro de instituições do "valerioduto"

O Ministério Público Estadual de Minas Gerais investiga empréstimos dos bancos BMG e Rural para o Atlético-MG, de 1999 a 2005. As duas instituições bancárias foram utilizadas pelo publicitário Marcos Valério para distribuir dinheiro a políticos, especialmente do PT.O presidente do Atlético-MG, Ricardo Guimarães, também é dono e dirigente do BMG. Foi sob sua gestão que o clube caiu para a Série B do Brasileiro, no domingo.
Após denúncia do conselheiro do Atlético-MG, Manfredo Palhares, em agosto deste ano, os promotores Fernando Galvão e Eduardo Nepomuceno começaram a analisar os contratos de empréstimos firmados pelo dirigente e seus aliados a partir do final de 1998. A intenção é descobrir se o clube foi lesado.
De 2000 a 2004, a dívida do clube com bancos saltou de R$ 11,6 milhões para R$ 16,6 milhões. No total, os débitos por empréstimos são de R$ 50 milhões, um terço do total devido pelo clube.Os promotores suspeitam que o clube se tornou mais dependente de Guimarães, pois o seu banco emprestou dinheiro ao time.
O Ministério Público já tem 101 contratos de empréstimos feitos pelo clube com bancos desde 1998. Desse total, 81 foram feitos com o Rural e o BMG-73 com o primeiro e oito com o segundo.No ano em que começaram as operações financeiras, Guimarães era diretor financeiro do Atlético-MG. Estava subordinado ao presidente Nélio Brant, que, na época, era diretor do Rural.
A Folha obteve as cópias de 22 contratos entre o banco e o Atlético-MG em 1998 e 1999. No total, somam R$ 13,450 milhões.Os juros anuais cobrados giram entre 44% e 69%, em empréstimos de 20 dias a 270 dias. Essas taxas estão próximas das de mercado para aquele ano- que eram de 64,3%/ano, diz a Associação Brasileiro de Bancos (Febraban).
Do total emprestado, R$ 3,3 milhões não apresentam carimbo de quitação. Sem pagamento no prazo, havia previsão de acréscimo de 30% ao total.
Pelo Atlético-MG, Guimarães assina dez dos 22 contratos- também aparece como avalista desses empréstimos. Os outros são assinados por Nélio Brant.
Em 2000, o BMG firmou oito contratos de empréstimos com o Atlético-MG, em soma R$ 8,469 milhões. O maior deles é de R$ 3,7 milhões, no qual incidem os juros mais elevados de 2,91% por mês.
Guimarães não assinou os contratos. Mas, em 2001, o dirigente assumiu a presidência do clube.
O Rural faz negócio com o Atlético-MG até hoje. Além dos bancos do "valerioduto", o Indusval (11 empréstimos), o Intermedium (7), o LS Momento Mercantil (1), o Bradesco (1) e o Mercantil (1) repassaram dinheiro ao clube.
2. Dirigente poderia controlar destino de atleta
DO ENVIADO A BELO HORIZONTE
Os empréstimos do Banco BMG para o Atlético-MG abriram a possibilidade de um dirigente do clube se tornar dono do "passe" de um dos jogadores, o que foi extinto pela legislação.Isso mostra como Ricardo Guimarães, presidente do clube e do banco, aumenta seu poder com as operações financeiras.
Em dois contratos do BMG com o time mineiro, em 2000, está previsto que o passe do atacante Guilherme seria a garantia para o caso de não haver pagamento.
Os contratos têm valores de R$ 3,7 milhões e R$ 1,2 milhões.
O Ministério Público Estadual ainda não descobriu se os oito empréstimos do BMG foram pagos pelo Atlético-MG. Portanto não há como ter certeza se Guimarães tornou-se dono de seu passe, o qual não gerou lucro.Outro empréstimo do banco para o clube, no valor de R$ 400 mil, tinha como garantia o valor pago pela Fiat pelo patrocínio da camisa. O que significa que Guimarães, por meio de seu banco, poderia receber o dinheiro do patrocinador da equipe. Há outras cinco negócios, em valores entre R$ 80 mil e R$ 650 mil. (RM)

DO ENVIADO A BELO HORIZONTE
A assessoria do Atlético-MG não encontrou o presidente do clube, Ricardo Guimarães, para comentar os empréstimos feitos pelo BMG e o Rural para o clube.
Segundo a assessoria, ele viajou na tarde de ontem e não pôde ser localizado.Pela manhã, o dirigente deu entrevista coletiva em que reafirmou que vai permanecer na presidência do clube até o fim de 2006. Ou seja, recuou na sua intenção de renunciar, divulgada no meio do ano. Prometeu uma reforma no futebol atleticano para jogar a Série B.
A Folha ainda tentou contato com o ex-presidente do clube Nélio Brant e o vice-presidente de Finanças, Renato Salvador. Nenhum dos dois, no entanto, foi encontrado. (RM)

29.11.05

Lá no futebol...

O Globo Esporte, programa diário da Globo Minas publicou em sua página uma mensagem à torcida do Atlético - MG.

Não importa que digam que o vento foi mais forte
E que não adiantou torcer contra.
Hoje a lágrima alvinegra é muito mais pelo amor não correspondido que pela tristeza da derrota.

Não importa que mesmo amparado por milhões de braços,
Tenhas se debatido, e de tanto tentar, tenhas conseguido o precipício.

O torcedor alvinegro não tem nuances. É todo amor ou todo sofrimento.
Não há meio termo.

E mesmo que a dor estraçalhe o peito, ele sabe, que o segundo coração - aquele estampado entre listras que são retrato da alma - há de ser mais forte. Há de ser maior.

Porque a fé não está nas pernas nômades, que vêm e passam.
Está na vida de quem luta, com muita raça e amor.
Que vibra, com alegria nas vitórias. E estará sempre, com o Galo forte: vingador!

Texto: Bob Faria - Publicado na página do Globo Esporte no portal da Globo Minas

Novo Hino Nacional

Caiu-me à mão, uma nova letra para o famigerado Hino Nacional Brasileiro.

Os responsável pelo que segue é Marcos Vinícius com colaboração de Manoela e Camila: todos alunos do terceiro ano do ensino médio.

Eis a letra do Novo Hino Nacional Brasileiro.

Hino Nacional (Novo)

Ouvirão da infâmia no planalto
Um novo fato triste e deprimente
Corrupção invade o senado
A câmara, o país, o presidente

Se não houvesse impunidade
Conseguiríamos trancafiar essas escroques
Eles cometem tanta maldade
Que, por dinheiro planejam até a morte!

Ó pátria humilhada,
Furtada,
Salve! Salve!

Brasil, um pesadelo intenso e vívido
Com ódio e desesperança o povo cresce
Há no teu solo homens fétidos e promíscuos
Que a imagem do dinheiro engrandece

Ignóbeis que destroem a natureza
És feio, és trágico, a memória de um povo
Que com alegria tenta esconder essa tristeza

Terra roubada
Por outros mil
És tu Brasil
Ó Pátria Humilhada!


De políticos hipócritas que tantas vezes mentiu
Pátria Humilhada,
Brasil!

II

Esperando que se cai em esquecimento,
E seja mais um arquivo no porão escuro
Figuras do Brasil degrimem a América,
Corruptos que se espalham pelo Mundo!

Essa terra que ainda é rica
Em teus risonhos rostos, cheios de odores
“Nossos pobres esperam uma saída”
Para “que a vida” seja “cheia de amores”

Ó pátria humilhada,
Furtada,
Salve! Salve!

Brasil, é mais uma vez um símbolo
De escárnio e piadas com um povo tão humilhado
E dizem que é o verde-dinheiro encantam essa fábula
Com medo do futuro e vergonha do passado

Mas reagem com injustiça e poderio forte
Verás que é inútil não haver luta
Ainda que isso seja nossa própria morte

Terra roubada
Por outros mil
És tu Brasil
Ó Pátria Humilhada!

27.11.05

Enquanto isso, num lugar chamado futebol...

1º tempo
O dicionário Aurélio define o Futebol como: Cada um dos vários jogos esportivos disputados por dois times, com uma bola de couro, num campo com um gol em cada uma das extremidades, e cujo objetivo é fazer entrar a bola dentro do gol defendido pelo adversário. Modalidade de futebol disputado entre duas equipes de 11 jogadores, num campo retangular, com o comprimento máximo de 120m e mínimo de 90m, e largura máxima de 90m e mínima de 45m, na qual é vedado aos jogadores, exceto o goleiro, tocar a bola com as mãos, e em que os pontos são marcados por gols. As equipes são geralmente distribuídas em goleiro, zagueiros, meios-campos e atacantes, dispostos de acordo com esquema tático.Ufa! Na teoria é isso, mas na prática....

2º tempo
O futebol não é tão frio quanto à definição do dicionário. Seria simples assim se não fosse o sujeito que torna essa mera definição em ESPETÁCULO! Eis que surge aí o Torcedor de futebol.
Essa multidão que invade os estádios cantando, gritando enlouquecidamente. Que, apesar de todas as mazelas que cercam a vida cotidianda deixa, por 90 minutos se levar pela emoção. Torcida: essa é a mola mestra da paixão mundial. Mais importante que a bola até.
Porque ela é tão especial?
Por que a MINHA torcida, é a do CLUBE ATLÉTICO MINEIRO! Uma torcida ímpar. Não se tem no futebol algo parecido. Fanáticos, loucos pelo galo! Essa multidão alvi-negra não trata o Galo como um simples time de futebol pelo qual torce. Trata como um membro da família. O Galo está nos planos: Domingo vou ao jogo do Galo. Não interssa se o time está bem ou não. O que interessa é ver a paixão pelo galo emanar no Gigante da Pampulha e nos estádios mundo afora. É ter a certeza de que ao ouvir um estampido seja onde for, ouvirá em seguida um grito de Galo!
Empurrar as bichas no clássico! Provocar e cantar em alto e bom som o Hino. Torcer para o Galo é um estado de espírito e somente quem tem a oportunidade de assistir um jogo das arquibancadas do Mineirão conseguirá compreender o que eu estou dizendo.
Na torcida de futebol não há distinção entre pobre, rico, branco, negro, alto, baixo, criança, idoso, homem, mulher, gordo, magro... ali, dentro do Estádio de Futebol são todos torcedores. Desconheço um local onde haja tamanho nivelamento social e tanta emoção...

A EMOÇÃO - um capítulo à parte.
O que leva um sujeito a abraçar calourosamente uma pessoa que nunca viu? O que faz inicar uma conversa com uma pessoa que você nuca viu antes como se fossem amigos há anos? Tem coisas, que só o futebol explica. O choro iminente, seja na derrota, seja na vitória... O arrepio de ouvir uma manifestação onde, finalmente, o mudno permanecerá unido!(1) Sem torcida não tem futebol!

ACRÉSCIMOS
Meu orkut está com o escudo do Galo escrito "eu não abandono". Um sujeito chamado Erilton deixou um scrap dizendo que se eu não abandono o azar é meu! Entrei no orkut do juriti e ele tem somente duas comunidades: CRUZEIRO e Amigos da Peteca BeloHorizonte. Bem típico de Maria mesmo! Eu mereço! Detalhe: Ninguém pediu a opinião deste panguá.

FIM DE JOGO :(

Domingo, 27 de novembro de 2005. Hoje, o Clube Atlético Mineiro foi rebaixado à segunda divisão do campeonato Brasileiro. Como torcedor e frequentador assíduo do mineirão pergunto: E daí?

Eu,
vou continuar vestindo minha camisa do galo;
Vou continuar cantando o hino no mais alto volume;
Vou continuar indo a TODOS os jogos no mineirão;
Vou continuar secando as Marias, os urubus e o curintia!
Vou continuar torcendo contra o vento;
Vou continuar sendo CLUBE ATLÉTICO MINEIRO!!!
PORQUE EU NÃO ABANDONO, NUNCA!
UMA VEZ ATÉ MORRER!!!!

"Que se calem todos os nossos inimigos
E que as tentativas dos adversários vão para fora
Que nossos chutes estufem a todas as redes
Que cada partida seja uma nova vitória

Ainda que só reste eu na arquibancada
Mesmo sozinho irei torcer e vencer com o Galo
Assim como Drumond que torceu contra o vento
Que derrotado passou a soprar ao contrário."

Trecho de autoria atribuída a Roberto Drummond
(1) Parafrasenado João Havelange: "Enquanto a bola rolar, o mundo estará feliz e estará unido"

8.11.05

RODA "VIVA"?

A celebração da milésima edição do Roda Viva não foi tão viva como de costume.
Diante da autoridade maior da nação, a vivacidade do programa esbarrou na diplomacia. Salvo alguns moementos.
Como era de se esperar, Lula se preparou para a sabatina e, politicamente polido, fez da diplomacia seu escudo. Lula ficou em cima do muro. Como todo petista que se preze o discurso do "as investigações vão dizer" foi a máxima do presidente. Dá a impressão de que o PT e todos os políticos envolvidos no escândalo têm culpa no cartório e, caso a CPI descubra, eles se defendem, caso não, fica o dito pelo não dito e os atores de brasília irão se fazer de vítimas da avalanche de acusações.
Maldito homem que acredita no homem. Péssima a analogia de Lula à mãe de Fernandinho Beiramar. Beiramar utiliza-se da barbárie com suas vítimas entretanto, o que muitos políticos fazem é tão grave ou até pior que os crimes de beiramar.

LEMBRE-SE: O excelentíssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil não almoçou com Roberto Jeferson, tomou café! (?)
Ah! Lula confirmou que Roberto Jefferson comunicou a ele a possível (?) irregularidade na Câmara. Sabia ou não sabia?

Inicia-se agora o Dicionário Politicamente Correto:
Verbete 01:
Politicamente Correto: O prórprio termo já deixou de ser politicamente correto,o correto agora é "culturalmente sensível".
Verbete 02:
Caixa 02: Movimentação financeira não contabilizada. by Delúbio Soares.

1.11.05

SERÁ?